quinta-feira, 25 de junho de 2009

A fonoterapia a Serviço da Terceira idade

Este projeto teve o intuito de analisar a deglutição de sujeitos portadores da doença de Alzheimer. A Doença de Alzheimer representa 70% do conjunto das doenças que afetam a população geriátrica. Com a evolução da doença surgem problemas de paladar, deglutição e alucinações visuais e auditivas, podendo haver a evolução para a incapacidade de compreender a palavra escrita ou falada, assim como a dificuldade em falar ou escrever. A deglutição é uma das funções biológicas básicas e a orquestração neurológica é essencial para realização da mesma. Participaram da pesquisa 8 sujeitos portadores desta doença, os mesmos foram submetidos a uma videoendoscopia da deglutição com objetivo de ter uma avaliação qualitativa e quantitativa da deglutição desses sujeitos. Como resultado, verificamos que os pacientes apresentaram disfagia, com variação de acúmulo na área das valéculas e seios piriformes. Nos alimentos líquidos a média de acúmulo foi de 87,5%. No alimento pastoso esta média subiu para 100% dos casos, e no alimento sólido o acúmulo se apresentou em 62,5% dos casos; sendo esses acúmulos de leve a severo. Esses pacientes foram encaminhados para tratamento fonoterápico da deglutição e da linguagem.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Por Drauzio varella

Alzheimer
A doença de Alzheimer (Alois Alzheimer, neurologista alemão que primeiro descreveu essa patologia) provoca progressiva e inexorável deterioração das funções cerebrais, como perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade de cuidar de si próprio.
Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência. Feito o diagnóstico, o tempo médio de sobrevida varia de 8 a 10 anos.

Sintomas
·Estágio I (forma inicial) – alterações na memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais;

·Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; agitação e insônia;

·Estágio III ( forma grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer, deficiência motora progressiva;

·Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição, infecções intercorrentes.

Diagnóstico
Não há um teste diagnóstico definitivo para a doença de Alzheimer. A doença só pode ser realmente diagnosticada na autopsia. Médicos baseiam o diagnóstico no levantamento minucioso do histórico pessoal e familiar, em testes psicológicos e por exclusão de outros tipos de doenças mentais. Mesmo assim, estima-se que o diagnóstico possa estar equivocado em 10% dos casos.

Tratamento
Até o momento, a doença permanece sem cura. O objetivo do tratamento é minorar os sintomas. Atualmente, estão sendo desenvolvidos medicamentos que, embora em fase experimental, sugerem a possibilidade de controlar a doença.

Causas
Não se conhece a causa específica da doença de Alzheimer. Parece haver certa predisposição genética para seu aparecimento. Nesses casos, ela pode desenvolver-se precocemente, por volta dos 50 anos.
Pesquisadores levantam a hipótese de que algum vírus e a deficiência de certas enzimas e proteínas estejam envolvidos na etiologia da doença. Outros especulam que a exposição ao alumínio e seu depósito no cérebro possam contribuir para a instalação do quadro, mas não foi estabelecida nenhuma relação segura de causa e efeito a respeito disso.

Recomendações
Cuidar de doentes de Alzheimer é desgastante. Procurar ajuda com familiares e/ou profissionais pode ser uma medida absolutamente necessária.
Algumas medidas podem facilitar a vida dos doentes e de quem cuida deles:

·Fazer o portador de Alzheimer usar uma pulseira, colar ou outro adereço qualquer com dados de identificação (nome, endereço, telefone, etc.) e as palavras “Memória Prejudicada”, porque um dos primeiros sintomas é o paciente perder a noção do lugar onde se encontra;

·Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la. Espalhar lembretes pela casa (apague a luz, feche a torneira, desligue a TV, etc.) pode ajudá-lo bastante;

·Simplificar a rotina do dia-a-dia de tal maneira que o paciente possa continuar envolvido com ela;

·Encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir ao banheiro, tomar banho por sua própria conta. Quando não consegue mais tomar banho sozinha, por exemplo, pode ainda atender a orientações simples como: “Tire os sapatos. Tire a camisa, as calças. Agora entre no chuveiro”;

·Limitar suas opções de escolha. Em vez de oferecer vários sabores de sorvete, ofereça apenas dois tipos;

·Certificar-se de que o doente está recebendo uma dieta balanceada e praticando atividades físicas de acordo com suas possibilidades;

·Eliminar o álcool e o cigarro, pois agravam o desgaste mental;

·Estimular o convívio familiar e social do doente;

·Reorganizar a casa afastando objetos e situações que possam representar perigo. Tenha o mesmo cuidado com o paciente de Alzheimer que você tem com crianças;

·Conscientizar-se da evolução progressiva da doença. Habilidades perdidas jamais serão recuperadas;

·Providenciar ajuda profissional e/ou familiar e/ou de amigos, quando o trabalho com o paciente estiver sobrecarregando quem cuida dele.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sejam Bem vindos ao Blog "cuidadoradeidosos

Este blog surgiu de uma nescessidade de familiares,saberem mais como é o processo de envelhecimento normal e também sobre dêmencias no idoso ,a mais popularmente falada " O Mal de Alzheimer"Na nossa cultura o idoso não é tratado como deveria,por ser a nossa referencia temos que mudar a realidade do tratamento de nossos idosos. Por isso temos orgão como Abraz que está fazendo um trabalho de grande porte e pessoas que se dedicam a este tema como Laura Botelho.Este blog é dedicados a todos os prfisionais de saúde, cuidadores e familiares dos nossos idosos e, que DEUS nos ajude a estarmos acima de nossa luta e nossas raizes avançando rumo a nossa conciência e sermos seres produtivos. Dedico este Blog a minha querida Mãe refêrencia de amor ,luta e dedicação.que fez da sua Luta contra o Cancer um marco de coragem e Fè

Indagações de familiares portadores de Alzheimer

Gostaria de saber com qual idade se inicia esta doença e quais são os sintomas iniciais.

Normalmente após os 65 anos, com a prevalência crescendo exponencialmente com o aumento da idade, sendo muito freqüente após os 90 anos. Existem alguns raros casos com uma freqüência em muitos membros da mesma família que pode começar antes dos 60 anos e cujo quadro tem uma progressão bem mais rápida, levando à morte em 2 anos, ao invés de 10 anos em média. Primeiros sintomas de qualquer um dos tipos: esquecimento para fatos novos, dificuldade para reconhecer pessoas, dificuldade para fazer caminhos que antes eram familiares. Dra. Paula.

Descobrimos que meu pai (65 anos) está com Alzheimer na fase inicial. O neurologista fez o diagnóstico através de vários exames, dentre eles perfusão cerebral, por exclusão e pelos sintomas que ele apresenta (desorientação espacial, perda da memória recente, tendência a apatia/Depressão). Ele começou o tratamento em agosto e toma Exelon 1,5 mg após o café da manhã e após o jantar, há três meses. Desde então, tenho percebido que meu pai está mais equilibrado, embora os sintomas continuem, principalmente a perda da memória recente. Sei que é uma doença incurável e os remédios só servem para retardar as fases mais avançadas. Meu pai tem uma boa saúde, só tem pressão alta há muitos anos, mas dorme bem, se alimenta bem, e fazemos caminhadas tb. Vc acha que com todos esses cuidados a doença pode demorar mais para avançar? Vc acha que o Exelon é uma boa droga para combater o Alzheimer? Minha avó e meu tio faleceram e os dois tiveram mal de Parkinson. Será que meu pai pode desenvolver o mal de Parkinson além do Alzheimer? Agradeço a atenção e aguardo a resposta.

Acredito que seu pai esteja sendo tratado de forma adequada. De fato o que os remédios podem fazer é retardar a progressão da doença. O Exelon está entre as medicações de primeira escolha para o tratamento de Alzheimer, em doses que vão até 12mg/d de acordo com a tolerância do paciente. Esta doença não tem relação direta com Parkinson. Dra. Paula Nunes.

Tenho 32 anos, e já há alguns anos, sofro de Depressão e, gostaria que se possível, você me esclarecesse uma coisa: -- Uma pessoa com Depressão muito intensa, pode vir a apresentar sintomas de Demência, com perda de memória recente, dificuldade pra acompanhar reportagens de telejornais, entender o que as pessoas falam, e coisa do tipo? Gostaria de agradecer desde já a atenção dada.

Certamente sim, tratando a Depressão, estes sintomas devem melhorar. Dra. Paula Nunes.

Gostaria de saber qual é em termos leigos o efeito dos antidepressivos no mal de Alzheimer. Minha mãe está com 91 anos tem também esclerose (segundo a geriatra interpretou a tomografia). Agora ela receitou além da Fluoxetina, também Trazodona, que não encontrei no site de vocês. O sintoma mais difícil de lidar está sendo a perambulação, pior agora que ela sofreu fratura de fêmur e não tem condições de caminhar normalmente, mas já consegue levantar-se com apoio, correndo risco de sofrer algum trauma físico.

O antidepressivo ajuda em sintomas como tristeza e falta de vontade, muito comuns na doença de Alzheimer. Vale a pena conversar com a geriatra que trata da sua mãe sobre alternativas terapêuticas para lidar com este problema de "perambulação" já que parece estar implicando em riscos para sua mãe. Dra. Paula Nunes

Minha avó vai fazer este mês 81 anos e é gritante a diferença dela há apenas um ano atrás, na festa de 80 anos ela chegou a andar de tirolesa, estava super disposta e com a memória ótima. Mas há alguns meses, nos percebemos que ela estava muito quieta, se demonstrava cansada com facilidade e não saia mais com tanta freqüência (ela costumava sair sozinha para São Paulo, na casa dos parentes, etc) e quando fomos questioná-la do porque disso, ela tb. nos disse que não tem mais apetite, não come quase nada, então resolvi marcar consulta em um Geriatra, a médica achou que era uma depressão, passou um antidepressivo e uma vitamina. Neste final de semana, do dia das mães, nós achamos ela com muita dificuldade para andar e muito quieta e ele se esqueceu de dois fatos que tinham acontecido naquele mesmo dia, então fui conversar com a minha prima (que mora com ela) e ela disse que ultimamente a Vó tem feito algumas coisas desse tipo, por. ex. minha prima avisa que vai dormir na irmã e ela esquece, entre outras coisas. Será que pode der o mal de Alzheimer? Como é feito este diagnóstico?? Ela não tem convênio, então eu queria saber em qual especialista é melhor eu levar, no Geriatra ou no Neuro? Esses sintomas podem ser por causa do antidepressivo que ela esta tomando??

Pode ser depressão uma vez que quadros depressivos intensos podem cursar com comprometimento de memória, pode ser uma depressão antecedendo um quadro de Alzheimer. Antidepressivos podem demorar algumas semanas para fazer efeito. Normalmente os antidepressivos não atrapalham a memória, mas vale a pena avaliar o caso individualmente; quando existe acometimento de memória, antidepressivos com poucos efeitos anticolinérgicos são os mais indicados. O melhor profissional para avaliar este quadro é o psiquiatra, neurologista ou geriatra desde que esteja familiarizado com este problema. Dra. Paula Nunes

... meu pai esta com mal de Alzheimer, queria saber se é normal a pessoa ir atrofiando os braços e as pernas, e esta com muita dificuldade para engolir os medicamentos e alimentos. Queria saber se ele sente dor.

Uma pessoa com Alzheimer, em estágio avançado pode passar a ter dificuldades motoras e a musculatura acaba atrofiando por falta de uso e falta de estímulo vindo do cérebro. A dor está presente, normalmente. Dra. Paula

Meu pai, de 83 anos, está c/ DA, segundo resultado de tomografias realizadas.No início apenas esquecia algumas coisas, c/ a morte da minha mãe, há 3 anos atrás, ficou depressivo, tomou Sertralina, melhorou. Mas continuava c/ os esquecimentos. Para ser breve, todos os sintomas apresentados levou ao diagnóstico de DA. A piora veio como um furacão, em apenas 8 meses, se agravou e muito o quadro. Ele tornou-se agressivo, achava que eu era minha mãe e que o traía c/ meu marido que, para ele, era um cunhado da minha mãe. Comecei a ficar estressada, pois não sabia como lidar. Após duas agressões a minha pessoa, por ciúmes imaginário, conversei c/ minha irmã e c/ o médico dele. O médico nos orientou que o internasse numa clínica de repouso, eu era contra, mas como cuidava dele sozinha, não agüentei, foram inúmeras noites acordada, pois ele queria matar meus filhos achando que era ladrões. O médico disse que poderia acontecer uma desgraça e nessa fase agressiva o melhor seria internar. Assim o fizemos. Há 1 mês e meio ele está numa clínica de repouso, mais calmo, porem quer ir embora, mas se está em casa também quer ir embora. Quando vou visitá-lo, me reconhece, mas logo depois fala coisas que não tem nada a ver. Os assuntos não tem coerência. O médico da clínica achou melhor suspender o Exelon, pois alegou que não ajudaria muito continuar tomando. Enfim...o que fazer? Paro de mandar o Exelon p/ a clínica? Devo tirá-lo da clínica? Ou devo esperar que ele se acalme um pouco, pois me disseram que depois vem uma fase de "inércia" , é verdade? Estou super desorientava, acho que é porque não aceito muito ele estar numa clínica de repouso...nem sei mais o que pensar. Por favor, me oriente.

O Exelon ainda pode ser útil no estágio da doença do seu pai. Pelo que entendi, você colocou-o na clínica pois não estava dando conta de mantê-lo em casa, não é verdade? Em alguns casos, a pessoa passa a ficar mais apática e o trabalho que dá é diferente, muitas vezes deixam de dar conta dos cuidados pessoais tais como alimentação ou banho. O médico do seu pai deve ser alguém em quem você confia e possa tirar mais dúvidas. Dra. Paula.

Meu pai tem 64 anos e há 4 foi descoberto que tem Alzheimer, vem sendo tratado neste com um remédio chamado Exelon que já está com fórmula mais alta que tem. Só que de uns meses para cá ele vem tendo fortes alucinações durante a noite chegando a não nos conhecer e ficando violento; depois no outro dia acorda melhor e não se lembra de nada. O medico dele simplesmente fala que isto e comum ao Alzheimer, não seria o caso de ministrar um remédio específico para este tipo de psicose?

Na maioria dos casos de Alzheimer uma medicação específica pode ser muito útil não só para o paciente mas também para diminuir o desgaste da família.

Depoimento: ... tem Alzheimer há aproximadamente 6 anos, já não anda, não se alimenta sozinha e só alimentos pastosos e já usa fraldas a uns dois anos, precisa estar sempre assessorada por alguém. Quando ainda andava, caiu e quebrou o fêmur e teve que colocar um implante, sua recuperação foi rápida e este foi o único problema de saúde que teve até hoje. O nosso maior problema é que ela grita o tempo todo, tem alucinações e muita agressividade. Algumas vezes ela passa o dia, a noite e o dia gritando sem parar independente da medicação. Ela toma remédios para pressão, Risperdal e Melleril. Ela está com 89 anos.

Já me trato de distúrbio bipolar há três anos e utilizo a medicação DEPAKOTE 500 mg. Li em um jornal sobre saúde que essa doença pode causar degeneração cerebral progressiva, similar à que ocorre no mal de Alzheimer. Gostaria de saber se essa informação tem fundamento científico. A reportagem faz menção à doses de uma substância no hipotálamo, que seriam baixas nos casos dessas patologias

Não se preocupe. Não existe nenhuma indicação disso até hoje.

Meu pai tem 81 anos alcoólatra. No começo, em 2001, eram surtos psicóticos como perseguição, ouvia vozes, etc. Agora A tomografia acusou lesão cerebral grave. Ele ainda reconhece os parentes próximos, mas pouco fala. Anda com muita dificuldade. Tomou Risperdal e Dormonid durante dois anos. Agora sem esses medicamentos está a mesma coisa de quando tomava. Tem surtos psicóticos, mas na maioria do tempo está calado ou sorrindo. atualmente está numa clínica de repouso pois já sofreu duas quedas em casa e fica furioso se limitam seu espaço de andar constante. É Alzheimer ou Demência alcoólica? O remédio Exelon é indicado? Ele sofre com a ausência da família?

Sem vê-lo não dá para dizer. Mas o tratamento que deve ser tentado é o mesmo, portanto ... Exelon é uma das boas opções sim. Se ele não se lembra mais da família, não.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Valor á vida


"A vida não acaba pela quantidade de anos e sim pela qualidade dele"